LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sábado, 17 de março de 2012

O outono solidário de Waldir Pires

Fonte: Bahia de Fato
O escritor e jornalista baiano, Elieser Cesar, assina um excelente artigo no Portal Bahia247 intitulado “O outono solidário de Waldir Pires”. O que faz um político que já ocupou muitos dos principais cargos públicos, de governador a ministro de Estado, passando pela Câmara Federal, resolver, já no outono da vida, culminar sua trajetória de homem público pelo mais baixo escalão – porém, de extrema importância, como aprendizado e iniciação - da investidura eleitoral, o de vereador?

No caso de Waldir Pires que, aos 85 anos de idade, anuncia o propósito de se candidatar a vereador de Salvador, nas eleições de outubro próximo, a resposta nos parece cristalina como água benta: o insuspeitável espírito público. Waldir já foi Consultor Geral da República, no governo do presidente João Goulart (deposto pelo golpe militar de 1964), amargou o exílio, retornou ao país para ajudar na luta pela redemocratização e na eleição de Tancredo Neves, ocupou os postos de Ministro da Previdência Social, governador da Bahia, deputado federal, ministro da Controladoria Geral da União (CGU) e da Defesa, ambos no governo Lula.

Tudo isso movido pela chama inabalável do político que sempre colocou os interesses pessoais e partidários a serviço de uma causa maior: a construção e a consolidação da nacionalidade que, só se completa, com uma vida mais digna para todos os brasileiros.

LEIA NA ÍNTEGRA EM BAHIA 247
http://www.bahia247.com.br/pt/bahia247/poder/6916/O-outono-solidário-de-Waldir-Pires.htm

O outono solidário de Waldir Pires

Waldir Pires que, aos 85 anos de idade, anuncia o propósito de se candidatar a vereador de Salvador, nas eleições de outubro próximo, a resposta nos parece cristalina como água benta: o insuspeitável espírito público

06 do 03 de 2012 às 19:11
Elieser Cesar
O que faz um político que já ocupou muitos dos principais cargos públicos, de governador a ministro de Estado, passando pela Câmara Federal, resolver, já no outono da vida, culminar sua trajetória de homem público pelo mais baixo escalão – porém, de extrema importância, como aprendizado e iniciação - da investidura eleitoral, o de vereador? Uma análise apressada e superficial, poderia chegar á conclusão de que se trata de decadência, ausência de musculatura eleitoral para vôos mais altos, falta de melhor opção ou qualquer outra conjectura açodada.
No caso de Waldir Pires que, aos 85 anos de idade, anuncia o propósito de se candidatar a vereador de Salvador, nas eleições de outubro próximo, a resposta nos parece cristalina como água benta: o insuspeitável espírito público. Waldir já foi Consultor Geral da República, no governo do presidente João Goulart (deposto pelo golpe militar de 1964), amargou o exílio, retornou ao país para ajudar na luta pela redemocratização e na eleição de Tancredo Neves, ocupou os postos de Ministro da Previdência Social, governador da Bahia, deputado federal, ministro da Controladoria Geral da União (CGU) e da Defesa, ambos no governo Lula. Tudo isso movido pela chama inabalável do político que sempre colocou os interesses pessoais e partidários a serviço de uma causa maior: a construção e a consolidação da nacionalidade que, só se completa, com uma vida mais digna para todos os brasileiros.
Com sua voz serena, sua experiência de mais de meio século de política, seu perfil lhano e conciliador, Waldir Pires, certamente, serviria melhor ao Brasil, a Bahia e, também a Salvador, se estivesse investido no cargo de senador, como Cícero que, na Roma Antiga, soube tirar o melhor proveito da idade avançada para disseminar sabedoria. O Senado seria a tribuna ideal para o decano político baiano. Até para resgatar uma injustiça histórica contra o velho político que tanto serviu ao Brasil e à causa democrática: a fraude que o impediu de se eleger senador, em 1994 e catapultou, em seu lugar, para o Senado, um antigo serviçal do carlismo.
A segunda chance de chegar ao Senado poderia ter sido dada a Waldir Pires, nas eleições de 2010, mas composições internas e disputas intestinas em seu próprio partido e em partidos da base aliada do PT na Bahia, não o permitiram. Agora, para surpresa de muita gente um Waldir Pires que muitos – somente aqueles que não o conhecem direito – julgavam acomodado e conformado com a aposentadoria, decide se lançar em mais um desafio eleitoral,.
- Logo vereador? - dirão alguns.
- Mas, o homem não descansa? indagarão outros.
- Ambição não tem limites - invectivara uma minoria.
- Por que o velhinho não fica quieto em seu canto? - estranhará uma boa parte de eleitores.
Ora, primeiro porque Waldir Pires está lúcido, goza de boa saúde e é uma voz que deve ser ouvida, não importa a amplidão da audiência. Segundo, porque, numa Câmara dócil e subserviente ao alcaide da vez, será uma voz respeitada, como Sócrates entre os jovens da Escola de Atenas.
Em seu outono solidário, Waldir Pires resolveu transferir para o plenário Cosme de Farias, da Câmara Municipal de Salvador, os moinhos de vento de sua luta quixotesca por um mundo melhor. Para isso, com a força do voto, procura se armar de cavaleiro andante das lutas sociais, uma missão que sempre o impeliu para a frente e que, agora, aos 85 anos de idade, parece rejuvenescê-lo.



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