LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

terça-feira, 20 de março de 2012

Sem querer, TV Globo detona José Serra ao revelar outro esquema sanguessuga com ambulâncias

 

Ministério da Saúde na gestão Serra fez contratos com empresa Toesa para serviços de ambulâncias. Diário Oficial da União de 11/01/2000. [clique aqui]

O programa Fantástico da TV Globo de domingo, dia 18, montou uma reportagem onde um repórter se passava por gestor de compras do hospital de pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (com autorização do hospital) e emitiu cartas-convite para contratação de serviços a algumas empresas.

O repórter gravou reuniões com representantes das empresas, onde eles combinam resultados de licitações superfaturadas, pagando propina sobre os contratos etc. etc.

O Fantástico não falou, mas as empresas foram escolhidas a dedo pela produção por já estarem envolvidas em escândalos de corrupção anteriormente (o que não invalida a reportagem).

Cortina de fumaça que explodiu no colo de Serra
A denúncia montada atende ao interesse público e é válida a iniciativa do programa em desmascarar empresas corruptas, só cabe estranhar a TV Globo levar ao ar essa matéria sobre corrupção que não se consuma (pois era uma encenação) e não noticiar os casos de corrupção consumados da semana, como as relações do “professor”-bicheiro Carlinhos Cachoeira com o senador Demóstenes Torres (DEM/GO) e com o governo de Marconi Perillo (PSDB/GO).

Parece até cortina de fumaça para encobrir o escândalo Carlinhos Cachoeira. A suspeita se reforça quando o Jornal Nacional reeditou a notícia na segunda-feira, dia 19, acrescentando a informação de que a oposição ao governo federal fala em pedir uma CPI da saúde para investigar.

O problema é que a fumaça vai toda em direção a José Serra.

Outro esquema Sanguessuga?
A base governista deve assinar em peso essa CPI, pois será mais um capítulo da Privataria Tucana, misturado com Sanguessuga 2.

E a primeira convocação deve começar pelas raízes do esquema, convocando José Serra (PSDB/SP) para explicar os contratos assinados entre o Ministério da Saúde (quando Serra era ministro) e a empresa Toesa Service Ltda. (uma das denunciadas pelo Fantástico), para oferecer serviços de ambulância terceirizados aos hospitais federais no Rio de Janeiro.

Eis alguns contratos firmados pela TOESA com o Ministério da Saúde, durante a gestão de José Serra:

Diário Oficial da União de 10/09/1999. [clique aqui]

Diário Oficial da União de 13/12/1999. [clique aqui]
Os contratos acima são apenas uma amostra. Num levantamento completo aparecem bem mais contratos.

A pergunta que não quer calar é: as negociações desses contratos quando Serra era ministro foram daquele jeito que o Fantástico mostrou?

Quando Serra assumiu a Prefeitura de São Paulo, a Toesa foi atrás
Bastou José Serra ocupar a Prefeitura de São Paulo em 2005 para a Toesa Service inaugurar filial em São Paulo, atendendo “já de início a Prefeitura” (nas palavras da própria empresa):

Clique aqui
E continuou contratada pela Prefeitura na gestão de Gilberto Kassab:


Ministério Público investiga empresa no mensalão do DEM
Depois de atender a José Serra, a Toesa também abriu filial no Distrito Federal para atender ao ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM) e de seu então secretário de Saúde Augusto Carvalho (PPS), que estava envolvido no esquema do mensalão do DEM. Arruda e Carvalho gastaram por mês com a Toesa (sem licitação) mais do que gastaram com o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), apoiado pelo Ministério da Saúde no ano todo de 2009.

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