LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sábado, 28 de abril de 2012

JUAZEIRO: Agricultores familiares pedem o fim da desigualdade regional no Brasil

 

Cerca de 1.800 agricultores familiares que se dedicam à fruticultura na região norte da Bahia estão com suas dívidas em processo de execução, correndo o risco de perderem suas propriedades de terra, dadas como garantia para financiamentos agrícolas. A renegociação dessas dívidas foi tema de audiência pública no município de Juazeiro, realizada na manhã desta quinta-feira (26), na Câmara Municipal de Vereadores, com a presença da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). No evento, os agricultores familiares da região destacaram que o Nordeste perde com a desigualdade regional no país, onde o Sul e o Sudeste levam vantagens em políticas públicas, em subsídios agrícolas e em ações de enfrentamento às intempéries climáticas.

 

O autor da proposição, o deputado estadual Marcelino Galo (PT), fortalece a luta dos agricultores e lembra dos assentados baianos. Ele salienta que trabalhou a vida toda como agrônomo para que trabalhadores do campo tivessem sua terra para produzir e agora querem tirar as terras dessas pessoas que sobrevivem do campo. "Não podemos aceitar que os fruticultores, que os agricultores familiares, tenham suas terras tomadas por não renegociarem suas dívidas. Isso é um absurdo, temos de intervir e não deixar que ninguém seja 'desassentado'. É preciso retomar o debate sobre a reforma agrária, o Brasil precisa entender que, se o campo não produzir, as cidades não vão comer".

 

O fruticultor Josival Nascimento Pereira, 55 anos, conhecido por Vavá, é colono do lote 75 do perímetro irrigado de Maniçoba, distrito de Juazeiro, e produz há 32 anos manga, coco e goiaba para vender em mercados e feiras livres. Entretanto, com a dívida, Vavá corre o risco de perder sua propriedade, por causa do processo de execução do banco. "Ainda temos o sonho de permanecer na terra em que nossa família cresceu e não queremos causar mais problemas sociais para os governantes, pois sem as condições para ficar na localidade seguimos para os centros urbanos em busca de emprego", declara.  

 

Presença de deputados da Alba

Presidente da Comissão de Agricultura da Alba, o deputado Luiz Augusto (PP), junto com o deputado Carlos Brasileiro (PT), também participou do encontro e destacaou a importância da ação para a região. Os deputados ouviram agricultores e ajudaram na elaboração do documento que será levado para o governo estadual e para a bancada federal de deputados no Congresso Nacional. "Precisamos avançar e levar as propostas colocadas na audiência para que haja mudanças na política agrícola voltada para os fruticultores do nordeste", afirma Augusto.

 

Participaram também da audiência, o superintendente de Agricultura Familiar (Suaf), órgão ligado à Secretaria Estadual de Agricultora (Seagri), Wilson Dias, produtores rurais de diferentes distritos do município, o prefeito de Juazeiro, Isaac Carvalho, o presidente Câmara da Fruticultura do Vale do São Francisco, Ivan Pinto, e Agnaldo Meira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Juazeiro.

 

Ascom do deputado Marcelino Galo

www.marcelinogalo.com

71 3115 5596



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