LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

terça-feira, 8 de maio de 2012

VEJA POLICARPO, VEJA BICHEIRO: duas matérias de O Provocador,


A Veja deveria ser coerente com seu histórico de arrogância e usar contra o diretor da revista em Brasília, Policarpo Junior, os mesmos métodos fascistas e truculentos que a consagraram como Diário Oficial da Nova Inquisição. Nem que fosse por hipocrisia, outra marca do semanário da família Civita.
A credibilidade desse jornalista virou pó. Se ele fosse ministro do governo Dilma, estaria queimando numa fogueira de denúncias em praça pública. Mas não. Sabe o que Veja fez no primeiro dia útil deste 2012? Promoveu Policarpo a redator-chefe, ao lado de Thaís Oyama, Fábio Altman e Lauro Jardim, com a saída de Mário Sabino no último dia de 2011.
Voltemos ao caso em questão.
Não há mais dúvidas de que a relação do escrevinhador com o bicheiro Carlos Cachoeira foi criminosa ou, no mínimo, promíscua e incompatível com o mais frouxo dos códigos de ética jornalística.
Não param de vir à tona novos fatos que comprovam que Policarpo era usado como porta-voz e escriba dos interesses do crime organizado. Leia aqui.
Para a sociedade, o cara já está morto profissionalmente. Ele não passa de aspone de contraventor. Mais que uma fonte, Cachoeira praticamente pautava a publicação, sempre a partir dos interesses mais espúrios. Gravações telefônicas grampeadas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, deixam isso muito claro.
O mais provável é que a Veja entregue a cabeça de seu colaborador numa bandeja de prata, mas com fundo falso. O cara vai cair pra cima. Deve ganhar algum cargo corporativo e ser colocado na geladeira, longe da redação. Uma espécie de exílio na Sibéria, só que numa sala com ar condicionado e secretária. Logo a Veja, que critica tanto o stalinismo e aqueles que reescrevem a história queimando arquivos e apagando seus crimes e erros.
O jornalismo “investigativo” dos Civita foi feito com informações repassadas por um bicheiro com o único objetivo de beneficiar um grupo criminoso. Para aplicar essa “política editorial”, recrutaram mentirosos, arapongas e gente desqualificada. Eles devem explicações não só a seus leitores, mas à opinião pública.
É preciso insistir neste assunto, diante do pacto de silêncio decretado pela chamada grande mídia. Nós não veremos nem ouviremos nada sobre isso na Folha de S.Paulo e nas Organizações Globo.
Por que essa blindagem, essa cortina de fumaça, esse cordão de isolamento?  São perguntas sérias, que a CPI do Cachoeira, instalada em Brasília, tem  a obrigação de responder. E nós, a de cobrar.
cpi dobicheiro .
O assunto é sério. Gravíssimo. E é hora de todo cidadão honesto ficar alerta. Os barões da mídia se uniram para que uma CPI não passe a limpo as relações criminosas do bicheiro Cachoeira e parte da chamada grande imprensa brasileira, principalmente a revista Veja.
O País não pode perder essa oportunidade de desmascarar aqueles que toda semana tentam mostrar nas bancas que são os reis da honestidade. Falam de ética, mas agem como traficantes da informação. Investigações da Polícia Federal já revelaram que a Veja, revista da família Civita, agiu como porta-voz do bicheiro, preso desde o final de fevereiro, e manteve com ele uma clara troca de favores.
A relação fere, no mínimo, qualquer princípio do bom jornalismo. Evidências mostram que a Veja se submeteu aos interesses do crime organizado, jogou a favor de um determinado grupo político por interesses desconhecidos e usou informações obtidas de forma ilegal para atacar seus inimigos.
O diretor de jornalismo da Veja em Brasília virou confidente, amigo íntimo, do bicheiro Cachoeira e de sua turma envolvidos até o pescoço com ações criminosas, como provam as centenas de ligações grampeadas com autorização judicial. Eles escolhiam até em qual parte da revista a informação "denunciada" seria publicada.
Quando as denúncias contra o senador Demóstenes Torres e seus negócios com o bicheiro Cachoeira ameaçavam trazer à tona toda sujeira, a revista dos Civita preferiu dedicar uma capa ao Santo Sudário. Bem diferente da cobertura dedicada ao Mensalão, que mereceu 27 capas desde maio de 2005. Repito: 27. Vinte e sete. No dia 18 de abril até ensaiaram tocar no assunto como matéria principal, mas fizeram com a palavra MENSALÃO impressa assim, em letras garrafais em meio a uma cortina de fumaça. Coisa que a Editora Abril parece conhecer bem.
Globo e Folha de S. Paulo fazem barricada para proteger Veja. É de dar calafrios quando essa turma se une. Onde estão as reportagens no Jornal Nacional citando a revista e a editora abertamente? Onde se escondeu o jornalismo "plural e independente" da Folha?
Querem proteger os que praticam um crime.
Na edição desta semana, a Veja tenta intimidar os parlamentares que podem investigar as ligações de Cachoeira com a revista. “Vou explodir”, avisa Cachoeira da prisão, de acordo com uma chamada no alto da capa. Em entrevista a revista, Andressa Mendonça, mulher do contraventor, diz que o marido pode revelar tudo o que sabe. E agora, Veja?
O mais importante agora é ver a coragem dos parlamentares para levar de fato Roberto Civita, o dono da Veja, a sentar-se em uma das cadeiras da CPI e encarar as perguntas daqueles que estão lá como representantes do povo. O mesmo povo que a Veja tenta enganar todos os fins de semana.

Marco Antonio Araujo

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