LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Folha e Merval admitem a farsa do mensalão, e pede ao STF voltar a aplicar o AI-5


Do Blog Prá Discutir o Brasil

Na hora da verdade, o jornal "Folha de
São Paulo" e o colunista do jornal "O Globo"
Merval Pereira já começam a pipocar diante do
julgamento do mensalão.

Em editorial, a Folha admite que mentiu nos
 últimos 7 anos de investigações, pois não foi
 possível provar as acusações centrais:
nem compra de votos, nem a origem pública
 do dinheiro.

Essa é a grande farsa do mensalão. Se a
 denúncia fosse de caixa-2 de campanha,
 coisa admitida por todos, e que todas as provas apontam para isso, seria um
processo honesto. Mas quiseram carregar nas tintas para forjar uma crise
 política, e inventaram a estória da compra de votos e de que doações de
campanha por caixa-2 de empresas privadas seria dinheiro público.

Agora, tudo indica, não haverá como condenar a maioria dos acusados.

O que pede a Folha, então? Com outras palavras, pede ao STF que
aplique os critérios de um monstrengo criado pela ditadura, o AI-5. Aquele
 dispositivo na mão do ditador para cassar algum adversário político que
 incomodava, inventando alguma acusação sobre ele como desculpa,
dizendo para o distinto público que era "moralização" da política e "combate
 à corrupção".

Merval Pereira faz a mesma coisa. Admite que o julgamento é político.
 Dissimula em texto burilado o pedido para o STF também aplique
o AI-5 em nome da "moralidade pública".

Se a Folha e Globo ainda fossem apenas fascistas, mas pelo menos
tivessem honestidade de propósitos, seria questão de divergência
política. O problema é que a preocupação com moralidade e combate
 à corrupção passam longe nestes veículos de comunicação, pois tem
uma enorme má vontade em aprofundar no mensalão tucano, na
privataria tucana e na CPI do Cachoeira, quando aponta para José
Serra (PSDB-SP).

Esses órgãos de imprensa querem apenas expurgar trabalhistas e
socialistas da política brasileira, para recolocar no Planalto os
demotucanos velhos de guerra, governos dóceis aos interesses econômicos
 dos barões da mídia.

A mentira de Merval

O colunista do Globo contou uma mentira ao argumentar que Eduardo
Azeredo (PSDB-MG) responde a processo por responsabilidade e Lula
 não, devido a decisão política do Procurador-Geral.

A verdade é que Azeredo foi incluído no processo do mensalão tucano
 porque há cheques para ele e recibos, que são provas materiais. Contra
 Lula, vasculharam à vontade e não acharam nada.

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