LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Ponte Salvador-Itaparica vai transformar a Bahia


Ponte Salvador-Itaparica vai transformar a Bahia?


 Um velho amigo me escreveu questionando a “validade” do projeto de construção da ponte Salvador-Itaparica. Argumentou que o encurtamento das distâncias de cerca de 73 municípios à capital não justifica o investimento de bilhões de dólares. E, tarda mas não falha, que será um projeto com altíssimo custo ambiental. Como seu e-mail foi muito  respeitoso, vou responder-lhe de forma respeitosa, embora pública. Reitero que o projeto não está sendo pensado como simples obra viária e turística e se destina a alavancar o desenvolvimento de várias regiões empobrecidas da Bahia. Uma desconcentração da atividade econômica da metrópole.
Volto a citar o artigo do Superintendente Estratégico da Secretaria do Planejamento (SEPLAN), Paulo Henrique de Almeida, publicado no jornal A Tarde (13/02/2013). Segundo ele, a ponte vai permitir a integração regional da Ilha, do Baixo Sul e do Recôncavo, com a atração de investimentos industriais, agroindustriais e de serviços. E, claro, um vetor de requalificação do Centro Antigo de Salvador, incluindo o Porto de Salvador, a Via Expressa, a depauperada península de Itapagipe, o metrô e até mesmo uma nova avenida Paralela ao litoral. Por que não?

Obviamente, o impacto ambiental será imenso. Mas, com o conhecimento gerado por décadas de ação dos ambientalistas, será muito menor do que a ponte Rio-Niterói, construída em 1974, em plena ditadura e sem a liberdade de expressão (mesmo que limitada às elites) que temos hoje no Brasil. E infinitamente menor do que a desgraça que foi a construção (na ditadura) da estrada Belém-Brasília, destruindo a Floresta Amazônica. Mitigar o impacto paisagístico e ambiental sobre a Baía de Todos os Santos tem que ser uma preocupação inerente ao projeto. E, com certeza, o Eixo Sul sofrerá grande impacto na área turística. Ilhéus e Itabuna serão revigoradas, junto com todo o corredor da região cacaueira, o que pressupõe preservação ambiental.
Sei que o secretário José Sérgio Gabrielli, do Planejamento, com a vasta experiência adquirida em proveitosos oito anos na presidência da Petrobras, está com esse tipo de preocupação. Gabrielli, pelo posto que ocupa hoje, está destinado a conduzir a Bahia para o futuro, com o pé no presente. Sei que o projeto está em andamento, com a contratação da consultoria da McKinsey & Company, com o objetivo de modelar o projeto do ponto de vista financeiro, econômico e ambiental.

Volto a citar José Sérgio Gabrielli:  “O projeto é um plano abrangente de desenvolvimento socioeconômico da região do Recôncavo sob área de influência da Ilha de Itaparica, contemplando diversos aspectos, como: estratégia de desenvolvimento, intraestrutura física necessária, aproveitamento imobiliário, infraestrutura social necessária, estratégia de desenvolvimento humano, ambiente regulatório e instituições e organizações”.
Em resumo, são muito projetos em um. O governador Jaques Wagner sabe o que faz.


22 de fevereiro de 2013


Ponte Salvador-Itaparica vai transformar a Bahia


Logo de saída, 24 municípios terão sua distância de Salvador reduzida em mais de 40% com a construção da ponte Salvador-Itaparica. Este é apenas um entre os vários impactos positivos gerados a partir do equipamento, cujo edital para construção será lançado no início do próximo ano. A Secretaria do Planejamento, com José Sérgio Gabrielli à frente, está gerenciando os trabalhos. Outros 73 municípios também terão o trajeto encurtado. A ponte é coisa muito séria.
Os municípios que terão sua distância da capital baiana diminuída em mais de 40% são: Itaparica, Vera Cruz, Nazaré, Aratuípe, Salinas das Margaridas, Jaguaripe, Muniz Ferreira, Dom Macedo Costa, Valença, Santo Antônio de Jesus, São Felipe, Maragogipe, Varzedo, Elísio Medrado, São Miguel das Matas, Laje, Amargosa, Mutuípe, Cairu, Taperoá, Nilo Peçanha, Ituberá, Camamu e Piraí do Norte.

Levantamento feito pela consultoria McKinsey & Company, empresa que está auxiliando o Governo do Estado na formatação da modelagem econômica e financeira, criação do plano de desenvolvimento da região e apoio aos estudos técnicos, aponta que à distância entre Vera Cruz e Salvador será encurtada em 94,8%, enquanto para Itaparica é 92%.
Os cálculos foram feitos considerando a distância rodoviária das cidades analisadas até o porto de Salvador, sem a ponte. Já com a construção da ponte, a projeção foi feita somando a distância rodoviária até Mar Grande e Vera Cruz (entrada da futura ponte) mais 12 quilômetros, que é a dimensão aproximada do equipamento, utilizando a BR 101 e não a BA 650. Não foi feita comparação com a realização do trajeto via ferry boat.

“O projeto é um plano abrangente de desenvolvimento socioeconômico da região do Recôncavo sob área de influência da Ilha de Itaparica, contemplando diversos aspectos, como: estratégia de desenvolvimento, intraestrutura física necessária, aproveitamento imobiliário, infraestrutura social necessária, estratégia de desenvolvimento humano, ambiente regulatório e instituições e organizações”, pontua o secretário estadual do Planejamento, José Sergio Gabrielli.
Além de Vera Cruz e Itaparica, pelo menos outros 73 municípios terão seu trajeto até a capital encurtados. Entre as mais beneficiadas estão também Nazaré (71,6%), Aratuípe (70%), Salinas das Margaridas (69,1%), Jaguaripe (65,8%), Muniz Ferreira (64,8%) e Dom Macedo Costa (60,8%).

Confira um infográfico que mostra a redução de tempo.
http://goo.gl/maps/luvz3

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