LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Pastor Átila Brandão, um torturador da ditadura


Pastor Átila Brandão, um torturador da ditadura


“Corpo amputado querendo se recompor” é o título do artigo do jornalista, escritor, e ex-deputado federal (PT-BA), Emiliano José, que está postado no site da revista CartaCapital. Ele recolheu depoimento do ex-preso político Renato Afonso de Carvalho, na época, militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). O ano de 1970 não pode ser esquecido.  Em maio, o PCBR virou o alvo da repressão militar. Seu dirigente máximo, Mário Alves, foi preso e morreu empalado. Ainda assim, uma equipe do partido assaltou o Banco da Bahia, no bairro Liberdade, em Salvador. Dinheiro para a revolução. Em outubro, Theodomiro Romeiro dos Santos e Paulo Pontes foram presos. Theodomiro reage e mata um sargento. Foi o único preso condenado à morte no Brasil. Renato Afonso quase morreu na tortura. Em Salvador, foi torturado pelo oficial da PM, Átila Brandão, hoje, pastor da Igreja Batista, aliado do prefeito ACM Neto. Eis a verdade.
Renato Afonso em 1968 era estudante da Faculdade de Direito da UFBA. Ele participou da luta para expulsar da universidade estudantes da PM de Salvador, que funcionavam como espiões, entre eles Átila Brandão de Oliveira, acusado de espancar alunos durante os conflitos de rua com a polícia. Os fatos estão detalhadamente registrados nos documentos do SNI. No final de 1970, Renato Afonso escapa para o Rio de Janeiro, onde é preso. Foi barbaramente espancado no centro de tortura da rua Barão de Mesquita. Passou pela terrível experiência da simulação de fuzilamento, amarrado num poste.  Sua vida foi salva por interferência do Cardeal do Rio de Janeiro, dom Eugênio Salles, acionado pela família.

Transferido para Salvador, ficou preso no Quartel dos Dendezeiros, da Polícia Militar. Foi aí que voltou a se encontrar com Átila Brandão - que chegou ao quartel com uma equipe de torturadores. Estava sendo submetido ao pau-de-arara quando D. Yaiá, mãe de Renato Afonso, teve uma premonição e sentiu que o filho corria perigo. Foi ao quartel dos Dendezeiros e tentou invadir o local, sendo barrada pela sentinela. Avisado, Átila Brandão soltou palavrões, mas suspendeu a sessão de tortura. Anos mais tarde, o ex-oficial torturador da Polícia Militar se transformou no pastor Átila Brandão, fundador da Igreja Batista do Caminho das Árvores, em Salvador. Atualmente, ocupa cargo de confiança do prefeito da capital baiana, ACM Neto. Renato Afonso de Carvalho cumpriu pena na Penitenciária Lemos de Brito, em Salvador. Libertado, transformou-se no prestigiado professor de História dos cursos pré-vestibulares.
LEIA O RELATO DETALHADO DAS CRUELDADES NO SITE DA REVISTA CARTACAPITAL:
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/corpo-amputado-querendo-se-recompor/

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