LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

terça-feira, 14 de maio de 2013

Como FHC deu o porto de Santos a Dantas


terça-feira, 14 de maio de 2013


Como FHC deu o porto de Santos a Dantas

Com 10% Dantas controlou o maior porto da América Latina: “brilhante”!
A empresa de Daniel Dantas que controla o porto de Santos, é, desde 1997, a Santos Brasil, em pleno reinado de Fernando Henrique, segundo o portal da empresa:
O Consórcio Santos Brasil sagra-se vencedor no processo público para arrendamento do terminal de contêineres do Porto de Santos (Tecon de Santos / Tecon 1), realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O consórcio vencedor origina a Santos Brasil S.A.
Com variações, Dantas montou no “Consórcio Santos Brasil” o mesmo esquema societário “piramidal” que lhe deu, de mão beijada, a Brasil Telecom, naquela famosa operação do “se der m… estamos juntos”.
Funcionava assim a “pirâmide”: tinha o Citibank, que chegava ao Brasil com o know-how de comprar tudo na Privataria do Menem na Argentina, os fundos de pensão das empresas estatais – Previ, Petros e Funcef -, que o FHC deu na bandeja para Dantas, e Dantas.
Dantas tinha lá e cá, na BrT e no Consórcio Santos Brasil, 10%.
10%!!!
E mandava em tudo.
Com 10%!
Como diz o Fernando Henrique: “dizem que ele foi brilhante!”
“Foi”, não, o Eduardo Cunha que o diga: é!
Com a conivência do Fernando Henrique, Dantas montou uma pirâmide societária em que ele amarrou os fundos e jogou o Citi do outro lado da sociedade.
Se o Citi quisesse brigar com ele, não contaria com os fundos, como aconteceu na Brasil Telecom, o que resultou na expulsão do Dantas da BrT.
Na Santos Brasil, não,
Os fundos não tinham para onde se mexer.
Nem o Citi, também minoritário.
O Citi e os fundos não mandavam na empresa e não podiam se aliar contra Dantas.
Brilhante!
Dantas se associou a outro grupo empresarial, a Multiterminais, hoje controlada pelos herdeiros de Klien, da Fink, e o Gávea, de Armínio Fraga.
Temos, aí, então, amigo navegante, uma troupe de elite: Dantas, os Klien e Arminio Fraga.
O tucanato em sua mais sólida essência.
A certa altura, começaram a sair na "imprensa pigal" – como sempre – “notícias” plantadas que beneficiavam Dantas e prejudicavam o Citi e os fundos.
Os Klien e Dantas chamaram um aumento de capital.
Os fundos e o Citi, acuados pelo PiG, não concordaram e foram à Justiça.
Surpreendentemente, Dantas ganhou na Justiça.
Surpresa!
Os fundos e o Citi se viram na obrigação de cair fora.
Iam perder dinheiro.
Receberam o que botaram no negócio, mas perderam um negócio de grande potencial.
Sobretudo, se passar a MP dos Porcos e, não, a do senador Eduardo Braga, que expressa os interesses do Governo Dilma.
Se passar a MP dos Porcos, Dantas receberá de presente – de novo! – o maior porto da América Latina.
Presente de um Governo amedrontado – veja aqui que a Ministra da Casa Civil foge dele.
E de um Congresso sitiado pelo Tio Patinhas.
Como se percebe, de um lado está o Governo Federal e, de outro, Dantas (Arminio e os Klien).
Será que Dantas mandou um presentinho para o Eduardo Cunha, como suspeita O Globo ?
“Foi” ou não “foi” brilhante, o rapaz?
Menos na Corte da Inglaterra, onde foi condenado por adulterar contas bancárias e mentir; e pelo Juiz Fausto De Sanctis que o condenou a 10 anos de xilindró. Clique aqui para ver vídeo do jornal nacional que "Gilmar Dantas" ignorou.
Brilhante(s)!
Paulo Henrique Amorim

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