LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

domingo, 16 de junho de 2013

Duas notícias sobre a PETROBRAS


Mentira tem pernas curtas



Andam espalhando por aí que o PT quebrou a PETROBRAS por causa de um débito de R$ 7 bilhões de reais junto à Receita Federal.É mentira!Quem quebrou a PETROBRAS foi o governo tucano de FHC, que por pouco não a vendeu.Esse débito da PETROBRAS teve origem no período 1999/2002 quando a empresa foi autuada pela Receita por não ter recolhido Imposto de Renda sobre as remessas de valores ao exterior para pagar afretamentos de plataformas petrolíferas móveis.Até porque se fosse verdadeira a informação, os tucanos corruptos já estariam pedindo a convocação da presidente da PETROBRAS para falar sobre o assunto.Vejam que estão todos caladinhos.



Petrobras: fatos, factóides e o pré-sal

15 de Jun de 2013 | 17:30

Está nos jornais que o mesmo Ministro que confirmou a retirada da Certidão Negativa de Débitos com a Fazenda Nacional da Petrobras, por uma suposta dívida que ainda está em discussão, mudou de ideia e devolveu o documento à empresa.

Algum fato novo? Algum acontecimento? Nada, rigorosamente nada.

Ou melhor, algo aconteceu.

O escândalo, que se fez a partir de uma decisão que não resistia a um mínimo de bom-senso, custou uma perda de 2,5% no valor das ações da empresa, invertendo uma alta de 3,7% na véspera.

Como volume de ações da Petrobras equivale a mais de R$ 200 bilhões, dá para entender o peso de tal "sobe-e-desce", não é?

A verdade é que a empresa está e vai continuar sob fogo cerrado até, pelo menos, o leilão – já sob a regra da partilha, em lugar da concessão – da primeira e mais importante área do pré-sal brasileiro: o campo de Libra, onde se estima possam ser retirados de oito a 12 bilhões de barris de petróleo. A cem dólares o barril, calcule…

A verdade é que, mais nestes dias do que sempre, as notícias sobre a Petrobras devem ser lidas mais que com atenção, com desconfiança. Há coisas por detrás delas.

Por exemplo: a "comemoração" pelo resultado que o "bônus de assinatura" vai ajudar a fazer na conta do superavit primário do Governo Federal. Ó que não é dito é que isso não só exigirá um esforço da petroleira brasileira para honrar 30%, no mínimo, de um alto valor como, também, inibirá a conquista de uma fatia maior do que a garantida em lei. E quem será o pedaço que a Petrobras não puder alcançar? Adivinhou?

Pois é, das multinacionais, pois dos nacionais nem o Eike Batista (que não é flor de jardim de convento) que, de oitavo homem mais rico do mundo, está convertido pela mídia em alma penada, porque o mercado, tão inocente, descobriu que tinha sido iludido por ele. O mercado é "bobinho" demais, dá até vontade de tentar vender um bonde na Bovespa…

Outra notícia é que a Petrobras está vendendo ativos porque sua dívida está estratosférica e a empresa está mal vista por isso.

Como é que pode estar afundada sob o descrédito uma empresa que, mês passado, lançou – a taxas mais baixas que há um ano – US$ 11 bilhões em títulos no mercado internacional e a procura por eles atingiu quase quatro vezes mais esse valor?

Conversa fiada. A Petrobras está vendendo ativos periféricos em sua atividade para se capitalizar para o leilão do pré-sal e poder jogar ali uma cartada alta e decisiva.

De agora até outubro, a Petrobras vai ser criticada até por soltar passarinho. E olhe lá se a sabotagem vai ficar só no discurso negativista.

Toda essa campanha de mídia e desinformação poderia dar certo, não fosse uma coisa.

Será que Lula e Dilma ampliaram o investimento da empresa, mudaram o regime de exploração, capitalizaram a Petrobras para, agora, o Brasil entregar fácil a dulcíssima rapadura do pré-sal?

A pressão contra a Petrobras é, portanto, pressão sobre Dilma, muito mais do que sobre a empresa, que é e será lucrativa com ou sem uma cota maior no pré-sal.

Quem terá prejuízo e prejuízo irreparável, eterno, é o Brasil, isto sim.

Esse é o jogo pesado que se está jogando. Quem quiser entrar de tolinho na onda midiática, fica avisado.

Por: Fernando Brito




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