LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Reforma Política Já ou Morte!


13/07/2013
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corrupçãoFaltam 15 meses para as próximas eleições para presidente, governadores, senadores e deputados estaduais e federais. 15 meses são tempo mais que suficiente para plebiscito, discussão com toda a sociedade, elaboração, correções, votação e decretação da nova Lei, Emenda, PEC, Decreto, Medida Provisória – seja lá o nome que isso deve ter – que acabe com a farra indecente e corruptiva entre o político e seu patrocinador. Esse é o ponto mais importante da Reforma Política travada há 15 anos no Congresso Nacional. Entra governo, sai governo, e nada.
As vezes, perguntas explicam melhor que respostas: Por que uma determinada empresa “doa” dinheiro para a campanha eleitoral de determinado candidato? Dízimo? Promessa? Parentesco? Simpatia? O que faz um governante decidir quantocomo e a quem vai destinar a verba embutida no cargo a que foi eleito? Depois eu desenho…
O financiamento público das campanhas é fundamental para purificar o sistema eleitoral e oxigenar a democracia. Se a legislação for modificada nos próximos 15 MESES – já valendo para 2014 – avançaríamos 10 anos em 1! Independente até de quem seja o presidente eleito em 2014. Sem a grana que rola por baixo do pano, muitos políticos profissionais mudariam de profissão, dando espaço para o sangue novo. Especialmente nos retrógrados e caducos quadros da atual oposição.
Mas eis que temos uma trava à evolução humana! A legislação eleitoral atual só permite mudar as regras do jogo em até um ano antes da eleição. E nossos deputados acham que éimpossível modificar a Lei em tão “pouco” tempo. (Aliás, entrarão em recesso semana que vem…) Por que não modificam a Lei que proíbe modificar a Lei? Burocracia? Burrice? Não! Isso chama-se rabo preso – aos seus e aos interesses de terceiros. Políticos, Globo&Famiglia, juízes, empresários, ratazanas da fé paga, marqueteiros etc, não querem perder a boca que movimentará fortunas incalculáveis na campanha de 2014. O povo que espere!
Por conta dessa burra e “intocável” regra eleitoral, o Brasil terá que esperar mais 5 anos (2016 não conta, é dinheiro de pinga) para acabar com o jogo sujo do “toma agora e me devolve lá (sem contrato, só aperto de mãos)” das campanhas eleitorais em todo o país. 5 anos são uma eternidade. Principalmente para os jovens que acabaram de se tornar eleitores ou que se tornarão eleitores até 2018.
Um país que tem urgência em reformar seu ultrapassado sistema político e, principalmente, combater a corrupção, não pode ser refém de uma legislação eleitoral feita sobre medida para favorecer empreiteiras, bancos, aglomerados de comunicação etc – que são os verdadeiros corruptores e os verdadeiros culpados pelo péssimo serviço público.
As “vozes das ruas” não devem se conformar e aceitar que as mudanças só venham a valer à partir de 2018. É urgência demais para tanta espera!
Se os mesmos jovens dos 20 centavos fossem mais politizados, saberiam o que está em jogo na Reforma Política. Porque as verbas para educação, saúde e transporte públicos não podem ser desviadas para o bolso dos “investidores” que compram e vendem ações no mercado político das campanhas eleitorais.
Reforma Política, fiscalização e punição com a perda do mandato onde houver Caixa 2. E as eleições de 2014 seriam mais LIMPAS do que jamais foram outras.
Só as ruas resolvem: Reforma Política Já ou Morte!

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