LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Ataques de economistas tucanos mostram o sucesso dos governos Lula e Dilma, diz Sicsú

ter, 27/08/2013 - 18:10

Por Fernanda Estima
Na manhã desta segunda-feira, 26, o economista João Sicsú participou da estreia do programa de entrevistas da tevêFPA, ao lançar seu livro "Dez Anos que Abalaram o Brasil - E o futuro?", da Geração Editorial, com transmissão online.
A entrevista, que foi acompanhada por mais de 500 internautas, foi conduzida pelo presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, para quem o livro "tem um olhar de esquerda e propõe a discussão a partir de números". A partir de tabelas e gráficos incluídos na obra, o autor ressalta fatos e estatísticas sobre o desempenho econômico e social do governo nos últimos dez anos.
Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sicsú destacou que o livro “Dez Anos que Abalaram o Brasil” traz uma visão crítica de vários aspectos da vida econômica e social brasileira, e tem como efeito final mostrar "quem quer de fato mudar o Brasil. Por isso o livro mostra diferenças entre os projetos para o país", contou.
A obra apresenta as mudanças do país no último período, mas também fala do futuro e da presença do Brasil no mundo. Sicsú relembra que "se não fosse o sucesso das ações do governo Dilma os economistas do PSDB não atacariam tanto estes governos". Ele afirmou ainda que o enfrentamento da crise de 2008, “a maior desde 1929”, se deu aplicando o contrário do receituário econômico do PSDB: “eles sugeriam aumento de juros e corte de gastos públicos, e o que reduziu os impactos da crise aqui foi justamente o oposto”.
Sobre o cenário internacional, o economista novamente apela para a memória recente: "nos governos FHC também ocorreram crises localizadas. A diferença está na forma como foram enfrentadas. Os governos do PT tiveram não só sorte, mas também competência para enfrentar as crises. A Europa devia ter nos perguntado como fazer", completou.
Sicsú também disse que as entrevistas com Renato Rabelo, Roberto Amaral e Juliana Brizola foram "muito importantes para formatação do livro", e estão reunidas no capítulo "Conversando com a base aliada".
João Sicsú fala para mais de 500 internauta em lançamento de livro
Na entrevista, Pochmann perguntou sobre a opção feita pelo governo Lula de, a partir de 2003, ampliar o leque de países com os quais o Brasil desenvolve relações comerciais. Para Sicsú, as novas relações do Brasil com os países do chamdo eixo Sul-Sul são um ótimo caminho: "os economistas sabem que diversificar é ampliar a chance de crescer. As ações daquele período também são fruto da criação do mercado doméstico ampliado. Um bom mix para manter a rota de crescimento é ter pauta de exportação diversificada e proteger seu mercado doméstico".
Para o futuro, ele indica uma maior blindagem do Brasil no setor externo, “já que em 2005 ficamos livres das cartas de condicionalidade do FMI (Fundo Monetário Internacional)” e também pelo fato de o Brasil ter hoje US$ 370 bilhões em reservas internacionais, o que, para Sicsú, "é um bom colchão contra as crises".
Apesar de a inflação ter sido bem controlada pelos governos Lula e Dilma, tendo saído da meta estabelecida pelo Banco Central apenas no ano de 2003, Sicsú reafirma que existe atualmente um alarmismo enorme sobre um suposto descontrole inflacionário. "Temos inflação decrescente. No ano de menor inflação a percepção da população foi o contrário graças à propaganda enganosa de que os governos Lula e Dilma são irresponsáveis no campo fiscal".
Para ele, o Brasil pode manter os acertos apostando no "mercado doméstico mas com coragem para reduzir juros, investir também nos outros setores, como agricultura e pecuária".
O livro pode ser encontrado no site da Geração Editorial ou nas melhoras livrarias do país.
Fotos: Fernanda Estima e Sérgio Silva

Fonte: FPA

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