LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Gabrielli decide mostrar força e faz encontro para reafirmar candidatura a governador

19/10/2013 - 16:56 |

Foto: Divulgação
O secretário do Planejamento da Bahia, José Sérgio Gabrielli, resolveu mostrar que tem força dentro do PT e respaldo dos movimentos sociais suficientes para mantê-lo no páreo na corrida pela indicação do partido para disputar as eleições para o governo do Estado no próximo ano e reuniu um grupo de apoiadores, neste sábado (19), para respaldar sua pretensão.
O encontro, num dos salões do Hotel Fiesta, em Salvador, contou com a presença de secretários estaduais, deputados, vereadores, militantes petistas, sindicalistas e representantes de diversos setores da sociedade. Estavam lá representações da agricultura familiar, da juventude, dos sem teto, dos pescadores e até mesmo de blocos carnavalescos de matriz africana.
Gabrielli é um dos quatro pré-candidatos a governador indicados pela direção do partido – os outros são: o secretário da Casa Civil, Rui Costa (tido como o preferido do governador Jaques Wagner), o senador Walter Pinheiro e o ex-prefeito de Camaçari, Luiz Caetano.
Uma comissão criada pelo partido conduz debates internos sobre a escolha do nome mais forte para a disputa eleitoral. Na sexta, a comissão ouviu os prefeitos petistas sobre o assunto; na próxima segunda (21), o debate prossegue entre a comissão e os quatro pré-candidatos. A ideia é ter a escolha concluída até 16 de novembro.
A promover o encontro público, com jeito de lançamento de candidatura, Gabrielli busca deter a movimentação dos últimos dias, dentro do PT e do governo, que aponta para o afunilamento do processo com uma definição pelo nome de Rui Costa. O evento busca mostrar que se houve essa escolha, ela não representa necessariamente, uma unanimidade dentro do partido e, sobretudo, junto aos movimentos sociais.
As faixas colocadas no auditório refletem essa posição. “Este partido não tem dono”, dizia uma delas, numa clara referência a uma suposta imposição do governador Jaques Wagner em favor de Rui Costa – tema, aliás, motivador de diversos pronunciamentos públicos de petistas de várias tendências, nos últimos dias.
Gabrielli acha que a questão não está definida ainda e coloca na mesa algumas de suas cartas, como a alegada preferência da direção nacional do PT e o apoio do ex-presidente Lula. A isso, mostrou, somam-se o apoio de sindicalistas e de setores do partido e dos movimentos sociais.
O encontro teve a presença dos secretários estaduais da Cultura, Albino Rubim; da Educação, Oswaldo Barreto; e da Promoção da Igualdade, Elias Sampaio. Também participaram o presidente estadual do partido, Jonas Paulo; o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo (que na terça passada lançou sua candidatura a governador pelo PDT); o ex-governador e vereador Waldir Pires; os deputados Luiz Alberto (federal) e Rosermberg Pinto (estadual), ambos do PT.
Na sexta-feira, Gabrielli recebeu uma homenagem de blocos afro de Salvador, a exemplo do Ilê Aiyê e do Olodum, na Senzala do Barro Preto, no bairro da Liberdade.
Foto: Divulgação

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