LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Serra, Marina e PiG x Dilma. E o Povo?

duas-facesO povo olha para o próprio bolso e para a própria mesa de jantar. Vê os filhos na escola, tem carteira de trabalho assinada. Para muitos essa situação era o sonho familiar de gerações.
O Jornal Nacional destoa dessa família. Destoa porque a Globo ainda está tentando ressuscitar o BraZil de FHC, a Petrobrax de Serra e a Alca de Clinton.
O povo quer curtir a vida, a família e… consumir! Eleição? Política? Só no meio do ano que vem. Protestos? Passeatas? Facebook? Mascarados? Por favor, poupem quem está trabalhando duro – 94,6% dos trabalhadores brasileiros - e tem mais do que se ocupar nas poucas horas que lhe restam depois de um dia de trabalho.
Mesmo assim, o povo respondeu sobre Dilma e eleições. Na última pesquisa Globo/Ibope, a direita engoliu o sapo do catastrofismo midiático de sua imprensa. Os números mostraram que o ator principal do enredo de 2014, quase sempre ignorado pela Casa Grande, apóia o atual governo e reconhece que a vida melhorou nos últimos 10 anos. O Sr. Povo brasileiro, não é mais, por assim dizer, tão fácil de “conduzir” como nos áureos tempos de colônia americana.
Apesar do velho charlatanismo jornalístico não colar mais na opinião pública, jornalões e tele-jornais continuam fiéis às elites. Até que a morte os separe. Moribundos, assistem sua franca decadência moral e financeira sem terem como reagir. Sua doença incurável tem vários nomes: Redes Sociais, Blogosfera, Youtube e até Ninja.
Para a Casa Grande, a Internet é uma faca de dois gumes. Empresas se hospedam, vendem, lucram e anunciam na rede mundial. Este é um dos gumes, o financeiro. O outro é a liberdade de expressão, a diversidade e as ferramentas de compartilhamento. Como manter um, eliminar o outro e não perder audiência? Essa é a equação que os atormenta há 10 anos.
Dilma está em um bom momento em seu governo. Mas não está reeleita. Muito menos em primeiro turno. Levando em conta os mercenários que trabalham para a direita tanto nas ruas, quanto nas redes sociais (em ambos os casos “mascarados”, aliás) e levando em conta a raspa do tacho do Mentirão que guardam para ventilar na véspera, é mais provável que Marina nos leve ao segundo turno, onde Serra, com seus coices e trapaças habituais, deverá enfrentar Dilma.
Já viu esse filme? Mesmo assim, pode ter cenas inéditas nesta sua quarta versão. Todo cuidado é pouco. O fascismo espreita e já faz suas “intervenções” pelas ruas. Os idiotas de ultra direita descobriram e também infestam a rede mundial com palavras de ordem anti-democráticas.
A ausência das americanas Exxon, Chevron e outros tubarões do petróleo no leilão da partilha de Libra, somada às acusações cada vez mais graves de espionagem indiscriminada em todo o planeta, mostram que os EUA, ou ao menos seu atual governo, não controlam mais sua (ex)colônia tropical, ou ao menos, seu atual governo. A aproximação comercial com os chineses é inversamente proporcional ao distanciamento entre Brasil e EUA. Comunismo à parte.
Sem opções diplomáticas (Dilma cancelou visita oficial e repercutiu mundialmente) e desmoralizados, os EUA podem voltar a fazer o que já fizeram no passado, em 64, assumindo de vez sua verdadeira identidade: são patrocinadores circunstanciais de golpes de estado, terrorismo, desestabilização de governos, etc. Além disso, têm um desejo insaciável: controlar o fluxo do “ouro negro” nos quatro cantos do planeta. E em qualquer profundidade de onde é extraído…

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