LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

domingo, 17 de novembro de 2013

Petistas enfrentam Globo e Band durante protesto contra prisão de Dirceu e Genoino

Posted by  on 16/11/13 • Categorized as Reportagem  

Por volta das 18 horas de 15 de novembro de 2013 cheguei à sede da Polícia Federal em São Paulo. Algumas poucas dezenas de amigos, parentes e companheiros de partido de José Dirceu e José Genoino gritavam palavras de ordem contra a prisão de ambos, que estava ocorrendo no local.
Além de dezenas de repórteres e cinegrafistas, a rua em que fica a sede da PF estava congestionada pelas respectivas unidades de reportagem, automóveis e até helicópteros de meios de comunicação, que faziam imagens aéreas do protesto. Foi duro encontrar vaga para estacionar. Havia mais imprensa do que manifestantes.
Quando cheguei, Genoino já tinha passado pelos que ali estavam para apoiá-lo, fez um gesto que emocionou os que lá estavam e desapareceu dentro do complexo da PF. Dirceu ainda estava por chegar.
Aos poucos, as pessoas vieram chegando para se juntar à manifestação. Por volta das 19 horas, quando Dirceu chegou, já passavam de cem.
Protestavam pacificamente, gritavam palavras de ordem, empunhavam cartazes com frases de apoio aos dois companheiros. Todavia, alguns dos enviados pelas empresas de comunicação começaram a fazer provocações.
Um tal de “Gui Santana”, do programa Pânico, da Band, passou a acusar Dirceu e Genoino de “roubá-lo”. Entre a equipe da Globo, dois homens corpulentos se aproximavam de manifestantes e faziam piadinhas com a desgraça que ora se abatia sobre os amigos deles.
A revolta foi crescendo entre os manifestantes, mas nenhum deles perdeu a cabeça. Alguns, como este que escreve, quase chegaram lá. Um dos sujeitos corpulentos do grupo da Globo começou a fazer comentários provocativos e eu o adverti de que estava atrás de encrenca, ao que me chamou de “petista mal-educado”.
A chance para retribuir à provocação das duas emissoras, porém, não tardaria. Ninguém avançou um milímetro contra o direito dos repórteres e cinegrafistas delas, mas eles tiveram uma bela dificuldade para trabalhar. Abaixo, o momento em que o repórter Tonico Ferreira, da Globo, dava informações ao Jornal Nacional.
Durante os protestos, um motorista de uma unidade de reportagem de uma das emissoras comentou comigo que a imprensa não esperava que “tanta gente” fosse lá. Achava que Dirceu e Genoino seriam abandonados à própria sorte. E disse que ouvira tal opinião no caminho para o local.
A vendeta da mídia se consumou, mas a luta contra o que se produziu na última sexta-feira no Brasil, quando este país voltou a ter presos políticos, mal está começando. A mídia que se surpreendeu com o apoio a Dirceu e Genoino não viu nada, ainda.
*
Abaixo, a versão (mentirosa) da Folha de São Paulo
FOLHA DE SÃO PAULO
16 de novembro de 2013
Quarenta pessoas dão apoio a petistas e hostilizam imprensa
DE SÃO PAULOUm grupo com cerca de 40 pessoas acompanhou as prisões do ex-presidente nacional do PT, o deputado federal licenciado Jose Genoino (SP), e do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.
Formado por familiares, amigos e militantes da sigla, o grupo manifestou apoio aos petistas, gritando palavras de ordem em defesa deles. O grupo chegou a hostilizar os jornalistas.
O momento mais tenso aconteceu quando o advogado do PT, Marco Aurélio Carvalho, tentou avisar a família de Genoino, que estava na calçada, que ele estava bem.
Os militantes do partido tentaram fazer um cordão de isolamento em torno dos familiares. Houve confusão e um dos militantes empurrou uma câmera contra o rosto de um cinegrafista.
Portando cartazes com frases como “Isso não é Justica, é vingança” e “O sertanejo é antes de tudo um forte”, eles gritaram “viva o PT”.
A manifestação começou por volta das 17h30 e se estendeu até a chegada de José Dirceu.
(BRUNO BENEVIDES)

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