LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

domingo, 15 de junho de 2014

Frio na barriga

Curioso é constatar que o único apoio incondicional à Seleção na mídia ficou por conta das agências de publicidade. Você só vai ver exaltações ao povo brasileiro, sua cultura, hospitalidade e sua paixão pelo futebol nos intervalos comerciais da Globo. Ou nos anúncios em jornais e revistas. Nunca pela boca dos empregados dos Marinhos, Cívitas, Mesquitas o Frias.
Roni Chira

Frio na barriga

Imagem: João Felipe Pego
Imagem: João Felipe Pego

É impossível não se emocionar e não perceber a conotação política que o maior evento esportivo do planeta não deveria ter. Depois de dois anos de bombardeio midiático terrorista do “não vai ter Copa” ou “não deveria ter Copa”, estamos diante da dita.
Somos campeões, sabiam? Nossa imprensa é campeã em decadência e irrelevância. Basta dar uma passada d’olhos nos comentários de “leitores” nos grandes portais: zumbis ignorantes, desinformados e preconceituosos somados a milhares de mercenários, infestam, como moscas a merda, os rodapés do UOL-Folha, Estadão, Globo, Veja, redes sociais etc. Todos latindo contra a “Copa do PT”.
Imprensa de esgoto a nossa, não é mesmo? Fosse outro partido no poder, ah! A história seria outra..
A Globo faria um hino – como aquele dos “90 milhões em ação, pra frente Brasil” da ditadura militar na Copa de 70. Apresentadores, âncoras, atores, artistas e ex-jogadores gravariam clipes exaltando o espírito acolhedor do povo brasileiro, dando boas vindas aos estrangeiros e incentivando a Seleção rumo ao hexa.
Seriam produzidos programas especiais sobre estádios, aeroportos e mobilidade urbana que a Copa deixaria como legado à população. Teríamos reportagens sobre cada cidade sede, seu povo sua cultura e sua gastronomia. Haveria documentários, retrospectivas, reportagens sobre a família de cada jogador.
Se não fosse o PT governando o país, as bancas de jornal estariam repletas de verde-amarelo. Todas as publicações teriam posters, cadernos especiais sobre a Copa das Copas contando a história de todas as Copas e como foi a participação do Brasil em cada uma.
Não fosse por Dilma estar liderando com folga nas pesquisas, a mídia não daria voz aos fascistas que pregam ódio e violência em tudo que se refere à Copa. Não teríamos mascarados barbarizando pelas ruas, intimidando a população, travando as manifestações de amor à Seleção e ao Brasil que o povo guarda no coração.
Curioso é constatar que o único apoio incondicional à Seleção na mídia ficou por conta das agências de publicidade. Você só vai ver exaltações ao povo brasileiro, sua cultura, hospitalidade e sua paixão pelo futebol nos intervalos comerciais da Globo. Ou nos anúncios em jornais e revistas. Nunca pela boca dos empregados dos Marinhos, Cívitas, Mesquitas e Frias.
Apesar de ter despertado quase todos os idiotas do país – “mobilidade” que se iguala às que precederam golpes de estado e “revoluções” em nossa história – o PiG vai perder duplamente. Porque acredito que a Seleção vai ser campeã, assim como acredito que Dilma será reeleita.
Otimista demais? É que já estou em campo, aquecendo. E com aquele frio na barriga de costume.

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