LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

domingo, 22 de junho de 2014

governos do PT mais ações para o coletivo, do PSDB ações voltadas para o individualismo

governos do PT mais ações para o coletivo, do PSDB ações voltadas para o individualismo

junho 22nd, 2014 by mariafro
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Por Arnaldo Ferreira Marques em seu Facebook
22/06/2014
Talvez muitos não se recordem, mas em meados de 2012 eu escrevi um texto de apoio à candidatura de Fernando Haddad, que acabou sendo eleito prefeito de São Paulo.
No clima de FlaxFlu que se instalou no debate político brasileiro, esse tipo de tomada de posição (pelos conservadores ou pelos progressistas) automaticamente adquire características de “opção ignorante ou corrupta”, dependendo da ideologia de quem julga.
Cada um dos lados adquire características de anjos ou demônios.
Como se sabe, ninguém pode analisar nem ponderar, muito menos discutir, sobre anjos e demônios. Anjos são bons e devem ser defendidos. Demônios são maus e devem ser exorcizados.
E assim, nesse Fla-Flu demoníaco/celestial, todo o funcionamento da democracia, que é totalmente dependente do debate sem preconceitos (pré-conceitos), vai pelo ralo, fica impedido.
Eu dizia que Haddad era o candidato do coletivo, contra um Serra, candidato do individualismo.
Traduzindo isso para questões municipais, concretas, Haddad era o candidato do transporte coletivo, Serra do automóvel. Para Haddad mobilidade é andar de ônibus (corredores, BRTs, trem, metrô), para Serra andar de automóvel (como ele e seus aliados haviam feito, com mais e mais pistas para carros).
Haddad defendia barrar a especulação imobiliária, Serra deixá-la em paz.
Haddad defendia a inclusão dos moradores de rua e cortiços, Serra de enxotá-los para longe dos olhos da classe média.
Um ano e meio de governo Haddad indicam isso mesmo. Ênfase nos corredores de ônibus e na reformulação do sistema de ônibus. O cancelamento do grande túnel para automóveis que ligaria a Águas Espraiadas à Imigrantes. O programa Braços Abertos na cracolândia. A nova proposta de Plano Diretor, procurando barrar (ou ao menos controlar) a especulação imobiliária.
Já o perfil de José Serra e Geraldo Alckmin fica claro pelas ações dos últimos 19 anos e meio, em obras como as novas pistas para automóveis da Marginal Tietê (Serra); o programa de repressão e internação compulsória dos dependentes de crack (Alckmin), as rampas antimendigos (Serra), a duvidosa expansão do metrô (Serra/Alckmin) de São Paulo (que não visa desafogar as linhas já superlotadas, como a Vermelha Leste-Oeste, mas apenas estender eleitoreiramente novas linhas a bairros ainda não servidos, jogando os novos usuários para as antigas linhas).
Este texto de Luis Nassif aponta mais uma diferença de filosofia entre Serra/Alckmin e Haddad.
Discussão com dados objetivos, não com demonização automática ou santificação vazia.
Vale a pena ler.
Mais reflexão racional, menos exorcismo.
Que bom.
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Fonte: Maria Fro

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