LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Brasil, Neymar e o resto





Brasil, Neymar e o resto by Roni
Imagem: Eitan Abramovich/AFP
Imagem: Eitan Abramovich/AFP

Quando Pelé foi 'saído' da Copa em 62, sobrou time, muito time e o Brasil foi campeão. Já nesta Copa, a saída de Neymar desconfigurou o time e a Copa perdeu a graça - pra mim, particularmente, ao menos. Desde o início, só Neymar brilhou. O resto era figurante. E o que começou como Neymar-dependência transformou-se em derrota-certa-sem-Neymar.
Não sei como seria o jogo contra a Alemanha com o Ney em campo. Não posso afirmar que o Brasil venceria. Talvez perdêssemos (por menos) do mesmo jeito. Talvez ganhássemos, como na maioria das vezes contra a Alemanha. Nunca saberemos. (Não dá pra deixar de citar aqui a decisão do mundial de 2011, quando o Santos, com Neymar e tudo, não viu a cor da bola e tomou de quatro a zero do Barcelona.
Mas uma coisa foi certa nesta Copa: Para anular Neymar, os adversários precisaram de dois, as vezes três marcadores ocupados nisso. Assim, o resto da seleção teve mais espaço para desenvolver suas jogadas e dar a impressão de que havia qualidade em seu futebol. E os comentaristas disseram que Neymar 'não jogou bem' - quando na verdade ajudou muito o time contra o México, Chile e Colômbia - mesmo 'apagado', enquanto era caçado em campo pelos adversários.
Também sou 'técnico' de futebol, oras! Desde o início, a seleção que Felipinho e Parreirinha montaram foi uma chuteira com 10 pontos entrelaçados. Neymar era o nó que a mantinha forte e unida. A  meu ver, faltou um bom centroavante ao Brasil desde a convocação. O tal do 'matador'. Fred foi um peso morto que os outros 10 tiveram que carregar. Fifa e o mundo jamais pensaram em NÃO contar com Neymar no epílogo da Copa. Nem a Globo, anunciantes, PiG, etc e tal.
A Alemanha teve seus méritos ontem. Principalmente no tal 'aproveitar os erros do adversário' tão eficaz que foi. Nossa derrota não é culpa do nosso governo ou de termos sediado a Copa. Neymar seria 'saído' da Copa em qualquer outro país onde fosse realizada. E a seleção seria derrotada do mesmo jeito. O Brasil perdeu para si mesmo DENTRO DE CAMPO. Desfalcado, remendado e assustado.
Mas somos campeões, sim senhores! Campeões na organização e qualidade, no acolhimento, hospedagem, mobilidade e conforto que oferecemos aos nossos visitantes. A imprensa mundial já decretou: Esta, é uma das melhores, se não a melhor Copa de todos os tempos. Não há um único estrangeiro que não tenha gostado do que encontrou em nosso país.
Nossos golpistas midiáticos - que desde o ano passado vinham sabotando a Copa, tratando-a como mero campeonato da 2a divisão - se lambuzam desde ontem, e sabe-se lá até quando, em manchetes garrafais de viralatismo. Agora que o Brasil foi derrotado, dão à Copa a dimensão que ela merece. E as lágrimas de crocodilo de seu jornalismo raso só contagiam aos pobres de espírito, analfabetos políticos. Aqueles, por exemplo, que habitam espaços de blogueiros da Veja como moscas na merda e se extasiam com nada menos que 13 posts produzidos por um deles em menos de 24 horas escrachando seleção, governo e povo brasileiros. (Realmente, o cara não deve ter dormido de tanta felicidade com nossa derrota...)
O Brasil perde a disputa do terceiro lugar. O time simplesmente não existe sem o Ney. E eu desisto da Copa - nunca do Brasil da #CopaDasCopas. Nem da continuidade vitoriosa do governo mais propulsor dos verdadeiros interesses do povo brasileiro.
Ontem, nosso time de futebol foi goleado por outro. Mas somos campeões sim, por tudo que conquistamos nos últimos 12 anos. Voltemos, pois, a cuidar do assalto à nação que pretendem realizar os anti-Cop... ops, anti-Brasil alinhados ao candidato das elites.
Águas passadas Brasil, país do futebol! Águas futuras Brasil, país das oportunidades para todos.

Fonte: Roni | 09/07/2014 às 12:31 | Categorias: política | URL: http://wp.me/pQhAI-1bt
O que será que me dá?

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