LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sábado, 4 de outubro de 2014

The Guardian comenta o favoritismo de Dilma Rousseff

The Guardian: por que Dilma Rousseff ainda é a favorita para vencer as eleições, mesmo com a oposição dos ricos e da aliança de desinformação das grandes mídias nacional e internacional?

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De acordo com artigo do The Guardian, os 12 anos de avanços sociais e econômicos no Brasil podem garantir a reeleição de Dilma Rousseff (divulgação)

Vinícius Gomes, Revista Fórum

"Quando a candidata Marina Silva ultrapassou a postulante à reeleição Dilma Rousseff algumas semanas atrás, houve enorme empolgação dentro da imprensa de negócios e no mercado financeiro brasileiro".

Assim Mark Weisbrot, diretor do Center for Economic and Policy Research em Washington DC, iniciou seu texto para o The Guardian sobre a possível reeleição de Dilma nas próximas semanas. Como continua Weisbrot, a sorte parecia favorecer os ricos e poderosos, que estavam prontos para uma mudança após 12 anos de PT, principalmente pela desaceleração econômica do Brasil, muito por conta da recessão mundial desde a crise financeira. "Ainda assim, Rouseff resistiu a cada pancada e agora aparece no topo das intenções de voto tanto no primeiro, como no segundo turno das eleições. Como isso aconteceu?", ele questiona retoricamente.

Weisbrot argumenta que a vasta maioria dos brasileiros olha para os últimos doze anos e percebem as incríveis mudanças no país. No texto, o britânico cita algumas delas: redução da taxa de pobreza e extrema pobreza em 55% e 65%, respectivamente, por conta do aumento nos gastos sociais – principalmente pelo Bolsa-Família, programa que Weisbrot salienta ser reconhecido internacionalmente; o aumento no salário em 84% desde 2011; a queda no desemprego, que hoje é de 4,9% (em 2003, era 12,3%) e a diminuição na taxa de trabalhadores presos no setor informal da economia: de 22% para 13%.

O número mais significativo, no entanto, é que o PIB per capita no Brasil cresceu em uma média de 2,5% ao ano, desde 2003 até 2014 – três vezes mais do que os oito anos anteriores de presidência tucana com Fernando Henrique Cardoso, "que implementou as políticas do Consenso de Washington", permanecendo assim "um estadista muito mais preferível [do que Lula e Dilma] na capital dos EUA". Outro número impressionante apresentado por Weisbrot é que, apesar de possuir uma das sociedades mais desiguais do mundo, 40% da população abaixo da classe média praticamente dobraram sua renda, entre 2003 e 2012.

Por apontar que os pobres foram os que mais se beneficiaram com as transformações na economia brasileira (com aumento salarial, diminuição do desemprego e mais benefícios sociais do que na década passada), Weisbrot explica que a ideia de que o Brasil sob o PT está "no caminho para a ruína" foi alimentada pela mídia nacional – que é em sua maioria contra o governo – e a imprensa internacional. Os argumentos utilizados por ambos é que a economia diminuiu "porque o governo não é suficientemente amigável dos negócios" e por um tema recorrente nas eleições, "de que o Brasil deveria ser mais amigável aos EUA e sua altamente impopular política externa na região".

Paradoxalmente, Weisbrot argumenta que "a realidade é que a política econômica brasileira, desde o final de 2010, passou a ouvir um pouco demais o mercado financeiro: aumentando as taxas de juros e cortando gastos, quando a economia estava muito fraca". Para ele, se Dilma vencer será porque a maioria dos brasileiros recebeu muito pelo que votou em 2010 e os brasileiros querem mais. "E eles deveriam, mas provavelmente não optarão por um retorno ao passado", conclui corretamente o britânico.


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