LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Tucano flagrado com mala de dinheiro não comprova origem dos recursos

Tucano flagrado com mala de dinheiro não comprova origem dos recursos

2/10/2014 20:03
Por Redação, com RBA - de São Paulo

Bruno Covas, candidato à reeleição, seria o dono do dinheiro apreendido com um assessor parlamentar
Bruno Covas, candidato à reeleição, seria o dono do dinheiro apreendido com um assessor parlamentar
A Polícia Federal deteve no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, um assessor do parlamentartucano Bruno Covas, candidato à reeleição como deputado federal, que desembarcou de Brasília com R$ 100 mil em espécie e 17 cheques em branco em nome do líder tucano. Mário Welber, que se identificava em seu perfil no Facebook, retirado do ar após a apreensão do dinheiro, na segunda-feira, como assessor da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, chefiada por Covas, viajava com destino a São José do Rio Preto, cidade onde é suplente de vereador. Covas é neto do ex-governador Mário Covas (PSDB), já foi presidente da juventude do PSDB e deputado federal eleito pela primeira vez em 2006. Welber não foi encontrado, nesta quinta-feira, pela reportagem doCorreio do Brasil.
Durante o período eleitoral, a Polícia Federal amplia normalmente a fiscalização dos volumes transportados nos aeroportos. Esta é a época de assessores políticos movimentarem grande quantidade de dinheiro em espécie. Foi o caso de Welber, flagrado no raio X. Como ele não pôde comprovar a origem do dinheiro, terá 15 dias para explicar à Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, de onde vieram estes recursos e para quem seria pago esse valor. Welber afirmou a jornalistas, logo após o flagrante, que o dinheiro era seu e que seria utilizado para comprar um carro – negócio que, segundo ele, acabou não se realizando. Já os cheques serviriam para o pagamento de prestadores de serviço da campanha de Covas.
Welber nega ser assessor de campanha de Covas, embora haja registros suficientes de atividades do candidato nas quais Welber estava presente. O suplente de vereador tucano declara muitas profissões: seria, concomitantemente, apresentador da rádio católica Canção Nova e assessor da Secretaria do Meio Ambiente, embora, em maio de 2013, tenha sido identificado como funcionário da Cetesb durante fala do deputado estadual Orlando Bolçone. Ele acumularia ainda a função de mestre de cerimônias da Câmara Municipal de São José do Rio Preto. No passado, Welber também teria tido múltiplos empregos públicos: embora tenha entrado na secretaria após a nomeação de Covas, em janeiro de 2011, somente foi exonerado da função de “assessor especial” da Assembleia Legislativa de São Paulo em novembro daquele ano. Welber foi, ainda, repórter da TV TEM, afiliada local da Rede Globo.
Por meio de sua assessoria, a Procuradoria-Geral Eleitoral, informou a jornalistas que, caso Welber não comprove a origem e a legalidade do dinheiro que carregava, poderá mover processo de impugnação contra a candidatura de Covas. O assessor não foi preso, e responde ao inquérito da PF em liberdade.

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