LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

A Petrobras e os entreguistas de sempre, um filme que já vimos


Por José Antonio Garcia Lima no Facebook

O resumo da ópera sempre serve para uma introdução do tema e sua melhor compreensão, né? Então, vejamos.
Até 2002 o governo brasileiro, por razões que um dia os seus componentes vão explicar melhor, fez de tudo para desmontar a Petrobrás e entregá-la aos operadores privados do mercado.
O então chamado fatiamento da empresa, para possibilitar a sua venda mais facilmente, foi providenciado sem qualquer discussão com a sociedade.
Em seguida, FHC fez vender boa parte da participação do governo na empresa na bolsa de Nova Iorque.
Não contavam com a derrota eleitoral em 2002, o que interrompeu o processo.
Desde 2003, a partir de uma visão estratégica de fortalecimento do mercado nacional que possibilitasse a criação de empregos e distribuição de renda, a empresa passou a ser vista como fundamental para o desenvolvimento sustentado e duradouro do país.
O governo, então, fez um brutal esforço de investimento e capacitação na companhia petrolífera, tornando-a a maior do mundo no setor e a detentora de conhecimentos e domínio de tecnologias que a fazem sem concorrentes. As descobertas do pré-sal, que alçam o Brasil à condição de potência do ramo, é a consequência mais notável desse esforço.
Não surpreende, pois, o desgosto, diante de tais fatos e situação, da parte daqueles que apostavam em outro enredo.
O que surpreende é que, agora, esses mesmos que desenvolveram um projeto político que condenava o país à eterna dependência na produção de energia, com todas as consequências que decorreriam disso, e que foram derrotados nas urnas em 2002 e repetidamente desde então, tentem fazer valer ainda a sua vontade e, a partir daí, produzirem golpes na ordem democrática.
Getulio
Destruir a Petrobrás, além de entregar o pré-sal para empresas internacionais e voltar a ameaçar o país com dependência econômica e a pobreza do seu povo, é parte do processo que objetiva derrubar o governo recém eleito e o principal objetivo da campanha midiática desenvolvida contra a empresa.
Não é novidade a adoção de hipócritas discursos denuncistas em tons exacerbados encobrindo intenções golpistas. A campanha que resultou na morte de Getúlio e a que antecedeu o golpe militar de 1964 também tinham no centro a pregação contra a corrupção.
Corrupção é caso de polícia, primeiro, e de justiça, depois. Apuradas e comprovadas culpas, que se punam os culpados. Mas isso sem tomar denúncias reproduzidas à exaustão, por qualquer meio, como a substituição de julgamentos regulares. E sem a adoção de métodos e teorias bizarras para atender à condenações resolvidas em fóruns e por agentes irregulares, como em recente julgamento no STF.
Mas é impossível não nos surpreendermos com o grau de inconsequência da presente campanha: destruir o país para derrubar um governo é uma estupidez que nem dos setores mais atrasados da torpe e submissa elite brasileira, na eterna defesa intransigente de seus mesquinhos interesses, se poderia esperar.
Filme velho e chato…

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