LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Juízes ou Trombadinhas?

Juízes que tiram isso todo mês dos cofres públicos podem julgar trombadinhas ou corruptos?

3 de junho de 2015 | 14:36 Autor: Fernando Brito

maraja

Quem olha a ilustração publicada hoje pelo jornal O Dia sobre os vencimentos e "vantagens" pagas aos desembargadores e juízes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro não pode ter outra reação  senão a de nojo.

Depois de um levantamento das folhas salariais, o jornal constatou que 90% deles recebem acima dos  R$ 33.763, teto  determinado pela Constituição Federal.

Há um mar de penduricalhos – que o jornal lista – para chegarem a estas cifras astronômicas expostas pelo jornal e que não são exceções eventuais.

Dos 871 juízes e desembargadores 843 ganharam acima do teto. E 34 deles ganharam mais de R$ 80 mil em um mês.

Isso antes do projeto de reforma da lei da Magistratura que "eterniza" estes e cria novos privilégios.

Quantos cordões de ouro um trombadinha  tem de roubar para causar o mesmo prejuízo que uma destas suas Excelências causa todo mês, dentro da lei mas fora de qualquer critério moral aceitável?

Quem tira dos cofres públicos quase R$ 250 mil – repito, legalmente ou pelo menos de forma administrativa aceita  – pode julgar um servidor desonesto que arranje um jeito de levar 100, 200 ou até dez mil reais do Erário?

Não só porque quem drena assim o dinheiro da população não tem a austeridade necessária para quem pretende avaliar o comportamento alheio mas porque quem ganha isto não conhece, minimamente, a realidade dos seres humanos que ficam ali, diante de  seu martelo condenatório.

Aquele ladrãozinho seria ladrãozinho se  seu pai ou sua mãe ganhasse 10% do que ganha Sua Excelência?

Não, embora tivesse, talvez, os seus delfins possam ter outros desvios de condutas destes a que a riqueza excessiva e a falta de limites traz, mas não os que a sociedade, hipócrita, quer que seja castigado com prisão ou até a morte os pivetes.

Uma sociedade democrática, no Estado de Direito, tem de admirar e acatar seu Judiciário.

Se não se pode, em nome da decência, admirar quem aceita dar a si mesmo este tratamento de condes e barões, não é consequência que a lei se desmoralize junto com os que devem aplicá-la?

Os senhores juízes lembrem que são servidores públicos  e não o público o seu serviçal.


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