LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

segunda-feira, 7 de março de 2016

JOGO PESADO


Jogo pesado
por Roni chira

O jogo foi pensado desde o início. Criar e manter no topo da mídia o espetáculo da Lava-jato. Escolheram a dedo o que investigar: o segmento das empreiteiras. Não só pelo fato de serem grandes financiadoras de campanhas eleitorais para DIVERSOS partidos e candidatos, como, pelo obvio envolvimento delas em um sem número de obras na era petista - sejam as concluídas, em andamento, ou prestes a iniciar. Só nesse novelo da construção civil, eles tem material para usar nos tais vazamentos até o ano 2100! Basta criar uma fofoca qualquer, sem fundamento, para transforma-la em suspeita e justificativa para prender. Teu vizinho falou que você é culpado! Prove o contrário ou vai em cana. Uma esculhambação! 

Confesso que não entendo de onde surgiu e como se tornou o cara mais poderoso da Brasil, o tal Sergio Moro. Também não entendo como ninguém neste país, de repente, está acima dele, na função de julgar suas ações, abusos e arbitrariedades. Hitler teve uma carreira política de vários anos antes de se tornar o fuhrer. Não foi da noite pro dia que se tornou um ditador assassino. Moro surgiu do nada e virou um fuhrer instantaneamente.

Aos poucos, homeopaticamente, nos dão doses do golpe. Um abuso de autoridade aqui, outro lá, uma prisão de alguém ligado a alguém… aos poucos vai se instalando no país uma cultura da necessidade de ser inconstitucional de vez em quando. Em nome do "combate à corrupção". Encarcerar pessoas para DEPOIS investigá-las, virou regra sob a batuta de Moro.

O golpe da "lava-jato" é, desde o início, um prato cheio para o jornalismo fraudulento. Podem bater nessa tecla, pulando de obra em obra ligada ao governo federal durante anos. Pois, obviamente que o governo, ainda mais o petista, realmente investe pesado em obras de infra-estrutura no país.

Existem várias forças pressionando os fatos. Desde os militaristas - que pregam intervenção militar para empossar Bolsonaro, até a esquerda mais radical - do quanto pior melhor. No topo está a Globo - que aposta sua sobrevivência se empossar um tucano. Na cola dela vem Folha-UOL, Estadão, Veja e IstoÉ. Todos perderam verbas de publicidade institucional depois que José Dirceu resolveu distribuí-las democraticamente a outras centenas de veículos de comunicação. Além disso, claro, a Internet derreteu seu monopólio e sua credibilidade. 

O que houve ontem com Lula foi um ensaio. Ele é culpado do crime que ainda está para ser descoberto. Mediram as reações e vão planejar como neutralizá-las quando, de fato, forem para cima do Lula sob qualquer pretexto. Depois do que Joaquim Barbosa nos fez engolir com sua teoria do "domínio do fato", ficou claro que a porteira da injustiça estava aberta.

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