LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Jornal Nacional acusa Lula por obstrução da Justiça por 4 minutos. E dá 10 segundos para sua resposta

Jornal Nacional acusa Lula por obstrução da Justiça por 4 minutos. E dá 10 segundos para sua resposta

golpeglobo
O Jornal Nacional divulgou hoje o que seria o “vazamento” da denúncia da Procuradoria Geral da Justiça contra Lula motivado pela delação premiada de Delcídio do Amaral.
Todo o que se tem contra ele, de concreto, é ter se reunido com Delcídio, que à época era líder do Governo no Senado.
Curioso é que Delcídio disse, na gravação, ter conversado com ministros do Supremo, mas não com Lula.Mas depois de pego, disse que era mentira e estava falando apenas para impressionar. Falar de Lula não impressionaria.
De toda forma, na matéria do Jornal Nacional, de quatro minutos, foram dados 10 segundos de defesa a Lula, que tinha fornecido uma detalhada nota ao noticioso, da qual menos de um parágrafo foi pinçado.
É a democracia da Globo.
Veja a íntegra da nota de Lula, embora notas, a esta altura, pouco adiantem.

Íntegra da resposta não lida pelo Jornal Nacional

O ex-presidente Lula já esclareceu em depoimento prestado à Procuradoria Geral da República, em 7 de abril, que jamais conversou com o ex-senador Delcídio do Amaral ou qualquer  outra pessoa, objetivando interferir na conduta do condenado Nestor Cerveró ou em qualquer outro assunto relativo à operação Lava Jato.
O acordo de delação premiada negociado entre o Ministério Público Federal e Delcídio do Amaral com a finalidade de permitir que este último saísse da prisão e tivesse as penas abrandadas não tem o poder de alterar essa realidade. Primeiro, porque delação premiada não é meio de prova, mas “meio de obtenção de prova”, como já decidiu o Supremo Tribunal Federal (IQ 4.130-QO). Segundo, porque a narrativa apresentada por Delcídio como parte desse acordo em relação a Lula é mentirosa e incompatível  com afirmações anteriores, emitidas de forma espontânea. Exemplo disso é a gravação feita por Bernardo Cerveró, divulgada pela imprensa, em que Delcídio não menciona qualquer atuação  do ex-Presidente em relação a Nestor Cerveró ou à Lava Jato.
Os depoimentos prestados por Nestor Cerveró nos processos da Lava Jato deixam claro que quem de fato tinha temor das revelações era Delcídio, pois a ele vieram ser imputadas graves acusações.
O procurador geral da República também fez referência a chamadas telefônicas entre um número atribuído a José Carlos Bumlai e a outro que seria utilizado por Lula. No entanto, os extratos anexados na peça processual revelam apenas a existência de chamadas entre dois terminais. Não permitem concluir que as pessoas referidas efetivamente conversaram e muito menos saber o assunto tratado.
Também é citado um e-mail do Instituto Lula no qual é citada uma reunião agendada entre o ex-presidente e Delcídio do Amaral. O documento apenas demonstra que Delcídio pediu uma reunião com Lula e nada mais. Lula já esclareceu em depoimento que seus contatos se restringiam à função de Delcídio como líder do governo. 
O ex-presidente tem a sua vida investigada há 40 anos e já foi submetido a condução coercitiva que o privou da liberdade sem previsão legal, além de ter sofrido reprovável devassa em sua vida, na de seus familiares e até mesmo na relação com seus advogados. Nem mesmo esse abuso de autoridade permitiu a identificação de qualquer elemento que pudesse indicar a prática de um ato ilícito, porque Lula sempre agiu dentro da lei antes, durante e depois de exercer dois mandatos como presidente da República.
Fonte: Tijolaço

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