LULA 2018

"Lula é odiado porque deveria dar errado e deixar em paz as elites para seguirem governando o Brasil por muito tempo. Um ódio de classe porque ele é nordestino, de origem pobre, operário metalúrgico, de esquerda, líder máximo do PT, que deu mais certo do que qualquer outro como presidente do Brasil. Odeiam nele o pobre, o nordestino, o trabalhador, o esquerdista. Odeiam nele a empatia que ele tem com o povo, sua facilidade de comunicação com o povo, a popularidade insuperável que o Lula tem no Brasil. O prestígio que nenhum outro político brasileiro teve no mundo", diz Emir Sader, em resposta aos que já o apontam como ameaça à democracia, de olho em 2018; "Quem odeia o Lula, odeia o povo brasileiro, odeia o Brasil, odeia a democracia"

REVISTA BR247 EDIÇÃO #29 - 6 DE MARÇO DE 2015

segunda-feira, 11 de julho de 2016

“Ciência sem fronteiras” frustra coxinha!


segunda-feira, 11 de julho de 2016

“Ciência sem fronteiras” frustra coxinha!

Por Altamiro Borges

Não foi por falta de aviso. Um velho amigo, que se orgulhava do filho cursando faculdade nos EUA graças ao programa “Ciência sem Fronteiras”, confessou certo dia que participou das marchas pelo impeachment de Dilma na Avenida Paulista. Com ironias, afirmei que ele deu um tiro no pé. Que serviu de massa de manobra para as elites corruptas – que se travestiram de vestais da ética para golpear os tímidos avanços sociais dos últimos anos. Não deu outra. Na semana passada, ele reconheceu – meio constrangido – a sua baita cagada! Soube através do noticiário, que ele confia tanto – como tantos “midiotas” – que o governo golpista de Michel Temer pretende reduzir as bolsas de estudo no exterior. No íntimo, eu dei risada. Só lamentei a triste sina do seu filho!

A decisão de “interromper” as bolsas foi anunciada na semana passada. A própria Folha tucana informou, talvez com sentimento de culpa, que “estudantes de doutorado pleno no exterior do programa federal de intercâmbio estão enfrentando problemas para renovar a concessão das suas bolsas – o que já tem deixado alguns deles sem dinheiro ou em situação ilegal no país em que estudam. A Folha conversou com quatro doutorandos que estão nessa situação em universidades do Reino Unido, da Holanda e da Itália. Eles tiveram sua bolsa mensal interrompida indefinidamente após parecer negativo da Capes, agência federal que participa do programa Ciência sem Fronteiras pelo MEC (Ministério da Educação)”, relata a correspondente Sabine Righetti.

Ainda segundo a reportagem, “não há dados oficiais de quantos doutorandos brasileiros estejam no mesmo imbróglio – há 2.713 alunos de doutorado com bolsa plena do governo federal fora do país. Um dos estudantes ouvidos pela reportagem disse que está sem dinheiro e em situação ilegal. A renovação de seu visto de permanência no país depende da renovação da concessão da bolsa. Ele afirma ter enviado uma série de documentos para a Capes pedindo a reconsideração do parecer – incluindo uma carta do seu orientador europeu, que alega bom desempenho acadêmico. ‘Imagine se eu tiver de voltar para o Brasil sem o título de doutorado?’, diz Ana* (nome fictício)... ‘Temo ter perdido dois anos de minha vida’”.

O jornal da famiglia Frias, um dos mais venenosos críticos dos governos petistas, lembra que o programa “Ciência sem Fronteiras” foi criado pela presidenta Dilma em 2011. O seu objetivo era enviar 101 mil estudantes brasileiros para as melhores universidades do mundo. “A especulação é que agora, o governo [interino e golpista, que a Folha apoiou] estaria cortando as bolsas no exterior para reduzir custos, diante da atual crise econômica. Para se ter uma ideia, o investimento mensal para manter um bolsista de doutorado pleno nos EUA – onde há 573 deles –, em cidade considerada ‘de alto custo’, é de U$ 1.700. No Reino Unido, que tem 504 bolsistas de doutorado pleno, o investimento mensal do governo com cada doutorando é de quase R$ 8.000”.

Para saciar o apetite insaciável do “deus-mercado”, que financiou o “golpe dos corruptos”, os usurpadores que assaltaram o Palácio do Planalto já cortam as bolsas e até estudam cancelar o programa. Muitos “midiotas” que saíram às ruas nas marchas golpistas pelo “Fora Dilma” já devem estar arrependidos! Não foi por falta de aviso! Talvez a única alternativa no futuro próximo seja trabalhar 80 horas semanais, como sugeriu o capataz da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) ao Judas Michel Temer, para pagar o estudo dos filhos no exterior! Mas com a volta da escravidão para que serve estudar? Chora coxinha!

Fonte: Blog do Miro

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